Caminho Agostiniano para o Discernimento Vocacional (Parte 3)

Caminho agostiniano para o discernimento vocacional (Parte 2)
3 março, 2021
Caminho agostiniano para o discernimento vocacional (Parte 4)
21 fevereiro, 2022

 ðŸ‘‰Parte 1: Santo Agostinho também discerniu sua vocação

👉 Parte 2: Ouça o seu coração

Conhece-te a ti mesmo

Para Santo Agostinho, conhecer a si mesmo é também uma maneira de conhecer a Deus: “Senhor, criaste o homem à tua imagem e semelhança, que te reconhece, quem se conhece a si mesmo” (Solilóquios I, 1,4). E o que é conhecer-se a si mesmo? Não existe uma resposta fácil e direta, mas trata-se de um caminho de busca. Santo Agostinho diz:

Senhor, criaste o homem à tua imagem e semelhança, que te reconhece, quem se conhece a si mesmo

Solilóquios I, 1,4

 ðŸ“– Uma história entre milhares

“Vamos trabalhar e confiemos que Deus nos ajudará. Acreditemos que isso será possível se Ele nos ajudar com sua força. E que seja esta a sua oração: Oh Deus, Tu és sempre o mesmo! Que eu me conheça a mim mesmo, que te conheça a Ti” (Solilóquios II, 1,1).

Normalmente, lemos as manchetes no início em filmes dramáticos, “baseadas em uma história real”. Essa história pode ser real e pode referir-se ao filme de muitos jovens de qualquer uma de nossas famílias, escolas, vizinhos etc.

Luís ou Luigi, como também o chamam seus amigos do ensino médio, está muito doente. Depois de muitas noites sem dormir e longos momentos de tristeza e solidão, finalmente decide buscar alguém com quem conversar, pois sente que ninguém ao seu redor o entende; nem mesmo seus pais.

Conta que suas notas na escola caíram muito. Eu estava pensando que, quando terminasse a fase de estudos básicos, lutaria para continuar na faculdade de medicina. Mas com o panorama que tem à sua frente, já desistiu de seu sonho. Diz que se sente muito pressionado e estressado e que para relaxar consome cigarros de maconha.

Além disso, o mesmo grupo de amigos o procura na droga. Eles geralmente conversam entre si sobre suas coisas, embora Luís tenha a sensação de que, quando lhes dá atenção, sua vida se complica mais.

Nos fins de semana, consome muito álcool; chegou ao ponto de solicitar serviços sexuais por dinheiro. Mente muito em casa para se sair bem de suas chegadas tarde com seu cheiro de cigarro. Quando ele está em seu quarto, ele se sente tão sozinho e procura evitar esse sentimento refugiando-se nas redes sociais.

Também comenta que é viciado em pornografia. Compartilha que seu mau humor está cada vez pior; até seus amigos o temem porque ele reage muito agressivamente. Tem a impressão de que foi construído um muro entre ele e seus pais, o que impede o diálogo. Muitas vezes ele tenta relaxar com uma música calma, mas lhe vem pensamentos que o angustiam por um futuro tão incerto e uma culpa que o atormenta.

Luigi está procurando respostas, mas ele sempre esbarra na parede. Ele sente que não pode escapar desse círculo vicioso que o afunda em um tremendo desespero. Ele não sabe mais o que fazer ou para onde ir. Ele diz que não se simpatiza com os psicólogos. Compartilha que, quando criança, ia à missa e participava com prazer das coisas da Igreja. Porém faz tempo que não fica na igreja. Ele considera que retomar as coisas de Deus pode ser o melhor caminho para reencontrar a paz.

🤔 Pergunta: Como poderíamos ajudar o Luigi? Como companheiro, o mínimo que podemos fazer por Luigi é ouvi-lo, criar um ambiente em que ele sinta que é entendido e não seja julgado por seus erros.

Considero que uma boa alternativa, como indica Santo Agostinho, é o árduo caminho do autoconhecimento. Para Luigi, não há respostas diretas e fáceis que o tirem de sua profunda crise. Seria encorajá-lo a trabalhar na obra do autoconhecimento e confiar que Deus o ajudará, e que ele nunca estará sozinho nessa caminhada para a profundidade da verdade de sua vida. De fato, tentar narrar suas dificuldades e os sentimentos que as acompanham já é a melhor maneira de ajudar a si mesmo, já que ele começa a ser mais reflexivo.

Talvez Luís necessitará também de uma proposta para a interpretação de alguns elementos que estão em seu inconsciente, que ele não consegue ver, mas que estão condicionando muito sua vida. Por exemplo, identificar aquilo que tem medo, reconhecer sua forte necessidade que tem de ser amado, compreendido e aceito pelos outros; talvez tenha que se reconciliar com sua vulnerabilidade para não ficar o tempo todo na defensiva.

E, acima de tudo, possivelmente Luís necessita rever a imagem que ele se esforça para se projetar para os outros, recompor sua identidade pessoal e trabalhar por ser mais autêntico, ser mais ele mesmo, ser mais livre … Finalmente, através do caminho do autoconhecimento, certamente ajudará Luigi a recuperar a força de seus sonhos, que o motive a dar o melhor de si mesmo. E, o mais importante, oferecer-lhe o reencontro com Deus, com sua misericórdia, com aquela luz que lança sobre seus erros e confusões, um olhar cordial, compreensivo e amoroso sobre seus erros e falhas. Poderia ajudá-lo a gerar uma conexão necessária entre conhecer-se a si mesmo em Deus, pois somente Ele o conhece no mais profundo de si mesmo, muito mais do que ele próprio; “Senhor, Tu me conheces e sondas o meu coração” (Salmo 139,23).

 ðŸ‘‰Parte 1: Santo Agostinho também discerniu sua vocação

👉 Parte 2: Ouça o seu coração

Conhece-te a ti mesmo

Para Santo Agostinho, conhecer a si mesmo é também uma maneira de conhecer a Deus: “Senhor, criaste o homem à tua imagem e semelhança, que te reconhece, quem se conhece a si mesmo” (Solilóquios I, 1,4). E o que é conhecer-se a si mesmo? Não existe uma resposta fácil e direta, mas trata-se de um caminho de busca. Santo Agostinho diz:

Senhor, criaste o homem à tua imagem e semelhança, que te reconhece, quem se conhece a si mesmo

Solilóquios I, 1,4

 ðŸ“– Uma história entre milhares

“Vamos trabalhar e confiemos que Deus nos ajudará. Acreditemos que isso será possível se Ele nos ajudar com sua força. E que seja esta a sua oração: Oh Deus, Tu és sempre o mesmo! Que eu me conheça a mim mesmo, que te conheça a Ti” (Solilóquios II, 1,1).

Normalmente, lemos as manchetes no início em filmes dramáticos, “baseadas em uma história real”. Essa história pode ser real e pode referir-se ao filme de muitos jovens de qualquer uma de nossas famílias, escolas, vizinhos etc.

Luís ou Luigi, como também o chamam seus amigos do ensino médio, está muito doente. Depois de muitas noites sem dormir e longos momentos de tristeza e solidão, finalmente decide buscar alguém com quem conversar, pois sente que ninguém ao seu redor o entende; nem mesmo seus pais.

Conta que suas notas na escola caíram muito. Eu estava pensando que, quando terminasse a fase de estudos básicos, lutaria para continuar na faculdade de medicina. Mas com o panorama que tem à sua frente, já desistiu de seu sonho. Diz que se sente muito pressionado e estressado e que para relaxar consome cigarros de maconha.

Além disso, o mesmo grupo de amigos o procura na droga. Eles geralmente conversam entre si sobre suas coisas, embora Luís tenha a sensação de que, quando lhes dá atenção, sua vida se complica mais.

Nos fins de semana, consome muito álcool; chegou ao ponto de solicitar serviços sexuais por dinheiro. Mente muito em casa para se sair bem de suas chegadas tarde com seu cheiro de cigarro. Quando ele está em seu quarto, ele se sente tão sozinho e procura evitar esse sentimento refugiando-se nas redes sociais.

Também comenta que é viciado em pornografia. Compartilha que seu mau humor está cada vez pior; até seus amigos o temem porque ele reage muito agressivamente. Tem a impressão de que foi construído um muro entre ele e seus pais, o que impede o diálogo. Muitas vezes ele tenta relaxar com uma música calma, mas lhe vem pensamentos que o angustiam por um futuro tão incerto e uma culpa que o atormenta.

Luigi está procurando respostas, mas ele sempre esbarra na parede. Ele sente que não pode escapar desse círculo vicioso que o afunda em um tremendo desespero. Ele não sabe mais o que fazer ou para onde ir. Ele diz que não se simpatiza com os psicólogos. Compartilha que, quando criança, ia à missa e participava com prazer das coisas da Igreja. Porém faz tempo que não fica na igreja. Ele considera que retomar as coisas de Deus pode ser o melhor caminho para reencontrar a paz.

🤔 Pergunta: Como poderíamos ajudar o Luigi? Como companheiro, o mínimo que podemos fazer por Luigi é ouvi-lo, criar um ambiente em que ele sinta que é entendido e não seja julgado por seus erros.

Considero que uma boa alternativa, como indica Santo Agostinho, é o árduo caminho do autoconhecimento. Para Luigi, não há respostas diretas e fáceis que o tirem de sua profunda crise. Seria encorajá-lo a trabalhar na obra do autoconhecimento e confiar que Deus o ajudará, e que ele nunca estará sozinho nessa caminhada para a profundidade da verdade de sua vida. De fato, tentar narrar suas dificuldades e os sentimentos que as acompanham já é a melhor maneira de ajudar a si mesmo, já que ele começa a ser mais reflexivo.

Talvez Luís necessitará também de uma proposta para a interpretação de alguns elementos que estão em seu inconsciente, que ele não consegue ver, mas que estão condicionando muito sua vida. Por exemplo, identificar aquilo que tem medo, reconhecer sua forte necessidade que tem de ser amado, compreendido e aceito pelos outros; talvez tenha que se reconciliar com sua vulnerabilidade para não ficar o tempo todo na defensiva.

E, acima de tudo, possivelmente Luís necessita rever a imagem que ele se esforça para se projetar para os outros, recompor sua identidade pessoal e trabalhar por ser mais autêntico, ser mais ele mesmo, ser mais livre … Finalmente, através do caminho do autoconhecimento, certamente ajudará Luigi a recuperar a força de seus sonhos, que o motive a dar o melhor de si mesmo. E, o mais importante, oferecer-lhe o reencontro com Deus, com sua misericórdia, com aquela luz que lança sobre seus erros e confusões, um olhar cordial, compreensivo e amoroso sobre seus erros e falhas. Poderia ajudá-lo a gerar uma conexão necessária entre conhecer-se a si mesmo em Deus, pois somente Ele o conhece no mais profundo de si mesmo, muito mais do que ele próprio; “Senhor, Tu me conheces e sondas o meu coração” (Salmo 139,23).